A concepção do ato de traduzir no Renascimento espanhol

Arelis Felipe Ortigoza, Adja Balbino de Amorim Barbieri Durão

Resumo


Por  meio  da  análise  da  carta  nuncupatória  ou “ao leitor”, obra do tradutor renascentista espanhol Francisco de Támara, é possível descrever a arte de traduzir como era concebida à época. Nesse tipo de textos que precediam as traduções de clássicos da época estão contidas a declaração de intenções e as  recomendações  teóricas  e  reforços  programáticos  que  o  tradutor  considerou  necessário  transmitir  aos seus  leitores.  A  capacidade  didática  dos  exemplos  sobre  traduzidos  por  Támara  justifica  plenamente  a tarefa  do  tradutor,  dando-lhe “utilidade”, na visão  da  época,  de  um  texto  concebido  a  partir  da  retórica. Ao  longo  do  texto,  Támara  se  apresenta  perante  seus  leitores  como  peça  fundamental  para  a  edificação das  pessoas,  mas  sem  deixar  de  seguir  as  normas  de  humildade  exigidas  pela  captatio  benevolentiae.  A intenção moralizante, a imitação dos clássicos e a necessidade de se ordenar e se compilar os exemplos a serem seguidos aparecem como máximas a serem seguidas pelos leitores. Citaremos trechos da carta com suas  possíveis  traduções  para  o  português,  como  forma  de  ilustrar  o  que  constatamos  na  análise  da mencionada carta.

Palavras-chave


Renascimento espanhol, tradução, carta ao leitor.

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In-Traduções ISSN 2176-7904, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.