Dois tradutores de Śakuntalā.

Caléu Caléu N. Moraes

Resumo


Meu propósito neste artigo não é outro que o de comparar duas traduções para o inglês de um drama indiano que se costuma datar entre os séculos IV ou VI de nossa era. O autor do texto é Kālidasā, um dos maiores poetas da literatura sânscrita. Uma das traduções foi realizada por William Jones, um célebre erudito, arabista e sanscritista do século XVIII, responsável por popularizar as letras da Índia no continente europeu. A outra, por Monier Monier-Williams, outro famoso orientalista britânico. Neste artigo, portanto, realizo a comparação entre as obras destes dois autores tanto pelo viés literário e estético (avaliando seu sucesso), como também pelo político. Sirvo-me da conhecida obra de Edward Said além do trabalho bastante recente e de impacto na área da tradução de obras orientais da tailandesa Phrae Chittiphalangsri que defende o paradigma da virtualização em oposição à classificação até então empregada nas traduções feitas por orientalistas. Ademais, agrego minha tradução dos primeiros versos de Śakuntalā.

Palavras-chave


tradução orientalista, literatura sânscrita, tradutores ingleses.

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In-Traduções ISSN 2176-7904, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.